Ata não era ET! Que alívio!

 

Por Francisco Mourão Corrêa
Coordenador

 

A 24 de Abril de 2013, Steven Greer e o realizador Amardeep Kaleka, estrearam o documentário “SIRIUS”, em Los Angeles, numa cerimónia que até incluiu uma “passadeira vermelha”.

Fotos de Paola Harris – Steven Greer com uma das suas filhas

A promoção que antecedeu a estreia, centrou-se na imagem de um estranho pequeno ser… O corpo mumificado de algo que Greer acreditava ser de origem extraterrestre.

A confirmar-se, esta seria sem dúvida a descoberta do milénio.

O burburinho, acompanhado de algum cepticismo, varreu a comunidade “entusiasta” dos ovnis, mas fora desse meio quase não foi notícia.

Financiado por uma operação de crowd-funding, o documentário consistia, na sua maior parte, na reposição melhorada de algumas das entrevistas do trabalho original dos anos 90 do Disclosure Project, incluía alguns novos dados e, mais para o final, mostrava a investigação ao corpo mumificado de um estranho ser que tinha sido descoberto no deserto de Atacama, no Chile, em 2003, que estava a ser conduzida pelo professor de microbiologia e imunologia Garry Nolan.

O professor da Universidade de Stanford tinha-se mostrado bastante curioso com aquele ser, mas desde logo manifestou o seu cepticismo perante a hipótese ET.

Durante o documentário, Garry Nolan foi filmado e entrevistado nas instalações da Universidade, dando conta dos procedimentos da análise à múmia e dos estranhos pormenores entretanto descobertos.

O ser tinha 10 costelas, em vez das 12 que normalmente estão presentes no esqueleto humano. Por outro lado, apesar de ter apenas cerca de 12-13cm de comprimento, as características de maturação dos seus ossos indicavam que, na altura da sua morte, ATA (nome pelo qual foi apelidado) deveria ter 6 ou 7 anos de vida.

As primeiras análises, logo em 2013, permitiram igualmente concluir que ATA partilhava cerca de 93% de ADN humano e que o seu lado materno era nativo da região onde tinha sido encontrado. Quanto ao lado paterno, não havia ainda respostas. Era necessário prosseguir com a investigação.

Ficava assim no ar essa dúvida, que obviamente alimentou esperanças. Será que estávamos na presença de um ser híbrido?

Chegados a Março de 2018 e é finalmente publicado o resultado final do estudo conduzido por Garry Nolan e por uma série de outros seus colegas. ATA é 100% humano, filho de uma mulher nativa do Chile e de um homem europeu. A sua aparência resulta da infeliz combinação de uma série de más formações congénitas.

E de repente, o mundo inteiro suspirou de alívio. Se em 2013 a promoção do lançamento do documentário, sempre acompanhada de imagens do ATA, praticamente não foi mencionada nos media, o anúncio em 2018 de que afinal não havia “mão ET” na história, foi saudada em peso nos 4 cantos do planeta.

Foi pois uma pequena amostra de como não estamos preparados para a possível notícia de que não estamos sós no Universo.

Alguns exemplos:

Estudo de ADN resolve o mistério do alien do Atacama

CNN – https://edition.cnn.com/2018/03/22/health/atacama-skeleton-mystery/index.html

Sky News – https://www.welt.de/wissenschaft/article174804397/Atacama-Wueste-Das-Raetsel-um-die-Alien-Mumie-ist-endgueltig-geloest.html

http://www.newsweek.com/atacama-alien-skeleton-mystery-revealed-dna-analysis-embargo-1pm-857336

https://www.smithsonianmag.com/smart-news/tiny-alien-skeleton-found-chile-was-likely-result-genetic-mutations-180968576/

https://www.theguardian.com/science/2018/mar/22/genetic-tests-reveal-tragic-reality-of-atacama-alien-skeleton

https://www.stuff.co.nz/world/americas/102520979/atacama-alien-she-was-a-baby-girl-scientists-say

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/106546-divulgaram-novas-informacoes-sobre-o-alien-do-atacama.htm

https://www.welt.de/wissenschaft/article174804397/Atacama-Wueste-Das-Raetsel-um-die-Alien-Mumie-ist-endgueltig-geloest.html

 

Pode ver o documentário SIRIUS em baixo:

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